22 maio 2026
DUIMP é a Declaração Única de Importação que vai substituir a DI até dezembro de 2026. Veja diferenças, cronograma de obrigatoriedade, passo a passo e armadilhas de quem migra cedo.
Kleber Fontes
Cofounder na Heyship
DUIMP é a Declaração Única de Importação, o documento eletrônico que vai substituir definitivamente a DI (Declaração de Importação) tradicional até o final de 2026. Ela centraliza no Portal Único Siscomex todos os dados antes dispersos em DI, LI (Licença de Importação), anuências de órgãos anuentes e dossier digital. Em 2025, segundo a Receita Federal, 41% das importações brasileiras já foram registradas via DUIMP.
Por que isso importa: a transição da DI para a DUIMP não é troca cosmética — muda profundamente o fluxo de despacho, o cronograma das anuências e a forma como tributos são apurados. Importadores que migram cedo cortam tempo de despacho em 30%; quem espera o último prazo enfrenta congestionamento de exigências e atraso na liberação. A janela de adaptação se fecha em dezembro de 2026.
A DI tradicional é registrada após a chegada do navio, com base em conhecimento de embarque (BL/AWB) e fatura comercial. A DUIMP pode ser registrada antes da chegada — assim que o exportador no exterior emite a fatura — e processa anuências em paralelo, não em sequência.
| Característica | DI (tradicional) | DUIMP |
|---|---|---|
| Momento do registro | Após chegada do navio | Antes ou após chegada |
| Documentos exigidos | DI + LI + anuências separadas | Documento único integrado |
| Anuências (ANVISA, INMETRO, etc.) | Em sequência | Em paralelo |
| Tempo médio de despacho | 3,4 dias úteis | 2,3 dias úteis |
| Catálogo de produtos | A cada DI | Reutilizável (Catálogo Único) |
| Pagamento de tributos | Antes do registro | Após desembaraço (DARF) |
O Catálogo Único de Produtos é a peça mais subestimada da DUIMP: ao registrar uma vez, o produto fica disponível para todas as DUIMPs futuras com NCM, descrição técnica e atributos validados. Empresas com mix recorrente economizam 60% do tempo de preenchimento por declaração.
A migração é por NCMs e canais, não por empresa:
“Esperar dezembro de 2026 pra migrar é estratégia de quem aceita perder 5 dias por embarque no congestionamento de auditoria.”
O fluxo operacional tem 7 etapas no Portal Único:
7 dias grátis · sem cartão de crédito
Heyship valida NCM, atributos e regimes especiais antes do registro DUIMP — você reduz exigência fiscal pela metade e evita retrabalho.
−32%
redução média do tempo de despacho com DUIMP vs DI tradicional (Receita Federal, 2025)
Quatro vantagens objetivas:
Cinco erros recorrentes em quem migra cedo:
Sim, gradualmente. A migração ocorre por NCM e modal: 2024 (aéreo + RECOF), 2025 (marítimo seletivo), 1º semestre 2026 (marítimo industrial), 2º semestre 2026 (todas as importações). Após dezembro de 2026, a DI deixa de ser aceita pelo Portal Único.
Sim, e essa é uma das principais vantagens. Com fatura comercial e Conhecimento de Embarque preliminar, a DUIMP pode ser registrada antes da chegada (Pre-DUIMP). Quando o navio atraca, parametrização e anuências já estão processando — economia média de 1 a 3 dias úteis no despacho.
Sim, todo produto registrado em DUIMP precisa estar no Catálogo Único do importador. O cadastro contém NCM, descrição técnica, atributos exigidos pela NCM e dados do fabricante. O cadastro é feito uma vez e reutilizado em todas as DUIMPs futuras — o investimento inicial de tempo paga de volta a partir da segunda importação.
Diferente da DI, na DUIMP o pagamento de II, IPI, PIS-Importação e COFINS-Importação ocorre após o desembaraço, via DARF gerado automaticamente. ICMS segue regra estadual (geralmente antes do desembaraço, exceto em estados com regimes especiais). Essa mudança melhora o fluxo de caixa em 24-48 horas.
Sim. Aliás, modal aéreo foi o primeiro a ser obrigatório em DUIMP (desde 2024). Em modal aéreo, o tempo de despacho com DUIMP é ainda mais crítico — algumas operações (peças aeronáuticas, eletrônicos urgentes) saem em horas, não dias, quando a DUIMP é pré-registrada.
DUIMP não é melhoria incremental — é troca de paradigma. Empresas que migram cedo capturam 32% de redução de tempo, melhor fluxo de caixa e Catálogo Único reutilizável. Quem espera dezembro de 2026 vai disputar fila com todo o mercado, com Receita sobrecarregada e suporte do Portal Único saturado. A janela é hoje.
Escrito por
Kleber Fontes
Especialista do setor no Grupo Casco, com amplo conhecimento em desembaraço aduaneiro e logística internacional, oferecendo insights estratégicos e excelência operacional.
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