16 jul 2026
A Copa do Mundo de 2026 jogada pelos dados de importação do Brasil: ranking das 48 seleções, acordos comerciais, chaveamento e o campeão. O que o Brasil compra de cada país.
Vinicius Alves Marques - Founder
Founder na Heyship
Enquanto 48 seleções disputam a Copa do Mundo de 2026 dentro de campo, elas travam uma segunda disputa, silenciosa e bilionária: a de quem mais vende para o Brasil. Nos últimos 12 meses, o país importou US$ 147,7 bilhões dessas mesmas 48 nações — e essa “tabela” revela mais sobre a economia brasileira do que qualquer escalação.
Esta é a Copa da Importação: pegamos os grupos reais da Copa 2026 e simulamos o torneio inteiro a partir da análise de comércio exterior da Heyship, não pelo placar dos jogos. Cada rodada é decidida por uma métrica de comércio diferente, até coroar um campeão. Por que isso importa: por trás de cada cifra está a sua cadeia de suprimentos — o fertilizante do agro, o chip da indústria, o remédio da farmácia.
A regra é simples: o sorteio da FIFA define as seleções e os 12 grupos; os dados de importação da Heyship decidem quem avança. Na fase de grupos, o critério é o volume de importação — quanto o Brasil comprou de cada país nos últimos 12 meses. No mata-mata, a cada rodada muda a métrica: valor agregado, dependência, concentração de fornecedores e crescimento. Por isso o maior nem sempre vence — leva o título o fornecedor mais completo.
Um aviso que vale a análise inteira: a seleção da FIFA não reflete o recorte comercial. A Escócia joga como nação no futebol, mas no comércio exterior brasileiro ela não existe sozinha — entra tudo como Reino Unido. Futebol e geopolítica comercial nem sempre jogam no mesmo time.
Os Estados Unidos lideram com folga: US$ 42,9 bilhões, quase um terço de tudo que o Brasil importou das seleções da Copa. Alemanha e Argentina completam o pódio. No outro extremo, Cabo Verde e Haiti mal aparecem — mas volume pequeno não é o mesmo que irrelevante, como o mata-mata vai mostrar.
| # | Seleção | Importado pelo Brasil | Acordo? |
|---|---|---|---|
| 1 | Estados Unidos | US$ 42,9 bi | ❌ sem acordo |
| 2 | Alemanha | US$ 14,5 bi | ✅ Mercosul-UE |
| 3 | Argentina | US$ 13,0 bi | ✅ Mercosul |
| 4 | Coreia do Sul | US$ 8,4 bi | 🟡 em negociação |
| 5 | México | US$ 6,8 bi | ✅ ALADI/ACE |
| 6 | França | US$ 6,5 bi | ✅ Mercosul-UE |
| 7 | Japão | US$ 5,8 bi | ❌ sem acordo |
| 8 | Reino Unido | US$ 3,8 bi | ❌ sem acordo |
| 9 | Espanha | US$ 3,8 bi | ✅ Mercosul-UE |
| 10 | Paraguai | US$ 3,5 bi | ✅ Mercosul |
Usamos cinco métricas, todas explicadas em linguagem simples:
Acordo comercial é o tratado que reduz ou zera a tarifa de importação entre países — o mesmo produto pode custar bem menos vindo de um parceiro com acordo. Das 48 seleções, a maioria (24) não tem acordo preferencial com o Brasil. Mas 2026 trouxe uma virada histórica: em 1º de maio de 2026, entrou em aplicação provisória o acordo Mercosul–União Europeia, e de uma vez 10 seleções europeias passaram a ter tarifas caindo.
O caso mais simbólico é o Reino Unido: fora da União Europeia desde o Brexit, ficou também de fora do acordo Mercosul–UE. O produto britânico paga mais imposto para entrar no Brasil do que o alemão equivalente.
Em cada grupo, os dois maiores importadores avançam; o terceiro disputa as oito vagas de repescagem. Veja quem se classificou:
| Grupo | 1º | 2º | 3º (repescagem) |
|---|---|---|---|
| A | Coreia do Sul | México | África do Sul ✓ |
| B | Canadá | Suíça | Catar ✓ |
| C | Reino Unido | Marrocos | Haiti |
| D | Estados Unidos | Paraguai | Turquia ✓ |
| E | Alemanha | Costa do Marfim | Equador ✓ |
| F | Japão | Países Baixos | Suécia ✓ |
| G | Bélgica | Egito | Irã |
| H | Espanha | Arábia Saudita | Uruguai ✓ |
| I | França | Noruega | Iraque |
| J | Argentina | Áustria | Argélia ✓ |
| K | Colômbia | Portugal | RD Congo ✓ |
| L | Inglaterra (Reino Unido) | Gana | Croácia |
Três histórias saltam da tabela. No Grupo C, ninguém tem acordo com o Brasil: o país comprou US$ 5,5 bi de Reino Unido, Marrocos e Haiti pagando tarifa cheia. O Marrocos é o caso de dependência mais gritante — quase metade do que o Brasil compra dele é superfosfato, e o país norte-africano responde por 73% de todo o fertilizante desse tipo importado pelo Brasil. E o Grupo D é o mais desigual de todos: os EUA, sozinhos, importam mais que os outros três juntos vezes dez.
Veja o caminho completo do torneio, dos 32-avos até a final. Lembre: cada rodada é decidida por uma métrica diferente, por isso o maior em volume nem sempre avança.

Campeão: México · Vice: Países Baixos.
Aqui a simulação fica interessante. No mata-mata, cada rodada muda o critério — e foi assim que o gigante caiu. Nas quartas de final, o critério é o HHI (concentração de fornecedores), e os Estados Unidos, líderes absolutos em volume, foram eliminados por Portugal: o principal produto que o Brasil compra dos portugueses vem de pouquíssimas origens no mundo, sendo mais difícil de substituir. Tamanho não importou — a pergunta da rodada era “quem é mais insubstituível”.
Outra zebra: o Paraguai, parceiro “pequeno” em variedade, chegou às semifinais — porque o Brasil é altamente dependente de itens específicos que compra de lá. Volume não conta a história inteira.
A final foi entre México e Países Baixos, decidida pelo índice composto — uma média ponderada das cinco métricas (40% volume + 15% para cada uma das outras quatro). O México venceu por ser o mais equilibrado: ganhou em volume, valor agregado, dependência e concentração, perdendo apenas em ritmo de crescimento. Não é o maior fornecedor do Brasil (é o 5º), mas é o mais completo — o tipo de parceiro que combina escala, sofisticação e produtos difíceis de substituir.
É a lição central da Copa da Importação: no comércio, como no futebol, o favorito no papel nem sempre levanta a taça.
Abaixo, cada seleção da Copa com o que o Brasil compra dela, as métricas (sempre explicadas), o status de acordo comercial e uma curiosidade. Organizamos por grupo.
México · ✅ ALADI/ACE
💡 Campeão da Copa da Importação: não é o maior, mas o mais completo nas cinco métricas. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 8.2 bi de volta para o país.
Acordo comercial: Tem acordo de preferências com o Brasil na ALADI (descontos de tarifa em listas de produtos), mas não é livre comércio pleno. ACE-53 (Brasil–México) + ACE-54/55 (Mercosul–México, incl. automotivo).
Coreia do Sul · 🟡 em negociação
💡 Mercado super concentrado (HHI 5001): pouquíssimos fornecedores no mundo para o produto-chave. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 5.2 bi de volta para o país.
Acordo comercial: O Mercosul está negociando um acordo comercial com este país, mas ainda não há tarifa preferencial em vigor. Mercosul–Coreia do Sul em negociação.
África do Sul · ✅ Mercosul–terceiros
💡 Principal item que o Brasil compra: Paládio em formas brutas ou em pó (32% da cesta). Na via inversa, o Brasil exporta US$ 1.6 bi de volta para o país.
Acordo comercial: Tem acordo de preferências comerciais em vigor com o Mercosul (lista de produtos com tarifa reduzida). Acordo de preferências Mercosul–SACU (vigente).
Tchéquia · ✅ Mercosul–UE
💡 Principal item que o Brasil compra: Outras partes de aviões ou de helicópteros (5% da cesta). Na via inversa, o Brasil exporta US$ 85 mi de volta para o país.
Acordo comercial: Membro da União Europeia: o acordo Mercosul–UE está em aplicação provisória desde 1º/mai/2026, derrubando tarifas gradualmente.
Canadá · 🟡 em negociação
💡 Concentração extrema: 52% de tudo que o Brasil compra de lá é um único produto — Outros cloretos de potássio. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 7.4 bi de volta para o país.
Acordo comercial: O Mercosul está negociando um acordo comercial com este país, mas ainda não há tarifa preferencial em vigor. Mercosul–Canadá em negociação.
Bósnia e Herzegovina · ❌ tarifa cheia
💡 Cesta de alto valor agregado: US$ 18 por quilo, sinal de produtos sofisticados. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 14 mi de volta para o país.
Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).
Catar · ❌ tarifa cheia
💡 Concentração extrema: 68% de tudo que o Brasil compra de lá é um único produto — Ureia, mesmo em solução aquosa, com teor de nitrogênio (azoto) superior a 45 %, em peso, calculado sobre o produto anidro no estado seco. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 392 mi de volta para o país.
Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).
Suíça · 🟡 EFTA (s/ vigência)
💡 Cesta de alto valor agregado: US$ 33 por quilo, sinal de produtos sofisticados. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 2.6 bi de volta para o país.
Acordo comercial: Membro da EFTA: acordo de livre comércio com o Mercosul com negociação concluída e aprovado na Câmara (jun/2026), mas ainda não está em vigor.
Escócia (Reino Unido) · ❌ tarifa cheia
💡 Fora da UE e do acordo Mercosul–UE: paga mais imposto que o vizinho alemão pra vender o mesmo produto. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 4.3 bi de volta para o país.
Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC). Reino Unido: sem acordo com o Brasil (pós-Brexit, fora da UE).
🇧🇷 Brasil — anfitrião da análise: é o destino das importações, então não compete (é a referência).
Marrocos · ❌ tarifa cheia
💡 O Brasil depende de 73% do superfosfato marroquino — quase metade da cesta é esse único fertilizante. Risco de suprimento direto pro agro. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 1.4 bi de volta para o país.
Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).
Haiti · ❌ tarifa cheia
💡 Concentração extrema: 60% de tudo que o Brasil compra de lá é um único produto — Desperdícios e resíduos, de cobre. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 81 mi de volta para o país.
Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).
Estados Unidos · ❌ tarifa cheia
💡 Maior fornecedor do Brasil entre as 48 — sozinho responde por quase 1/3 de tudo — e mesmo assim sem acordo comercial preferencial. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 35.0 bi de volta para o país.
Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC). Há o Protocolo ATEC (regras comerciais e transparência), mas não é preferência tarifária.
Austrália · ❌ tarifa cheia
💡 Concentração extrema: 66% de tudo que o Brasil compra de lá é um único produto — Hulha betuminosa, não aglomerada. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 801 mi de volta para o país.
Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).
Turquia · ❌ tarifa cheia
💡 Mercado super concentrado (HHI 4897): pouquíssimos fornecedores no mundo para o produto-chave. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 4.5 bi de volta para o país.
Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).
Paraguai · ✅ Mercosul
💡 Parceiro ‘pequeno’ em variedade, mas o Brasil é altamente dependente de itens específicos — chegou às semis da simulação. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 4.2 bi de volta para o país.
Acordo comercial: Sócio do Brasil no Mercosul: livre comércio quase total, sem tarifa de importação na maioria dos produtos.
Alemanha · ✅ Mercosul–UE
💡 Vice-líder em volume e símbolo do novo acordo Mercosul–UE: farma e automóveis puxam a cesta. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 6.9 bi de volta para o país.
Acordo comercial: Membro da União Europeia: o acordo Mercosul–UE está em aplicação provisória desde 1º/mai/2026, derrubando tarifas gradualmente.
Costa do Marfim · ❌ tarifa cheia
💡 O Brasil depende de 100% desse país no seu principal produto importado (Cacau inteiro ou partido, em bruto ou torrado). Na via inversa, o Brasil exporta US$ 191 mi de volta para o país.
Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).
Equador · ✅ ALADI/ACE
💡 Principal item que o Brasil compra: Outras formas brutas de chumbo refinado (13% da cesta). Na via inversa, o Brasil exporta US$ 1.2 bi de volta para o país.
Acordo comercial: Tem acordo de preferências com o Brasil na ALADI (descontos de tarifa em listas de produtos), mas não é livre comércio pleno. ACE-59 (Mercosul–Equador/Colômbia/Venezuela).
Curaçao · ❌ tarifa cheia
💡 Concentração extrema: 62% de tudo que o Brasil compra de lá é um único produto — Outras formas de enxofre de qualquer espécie, exceto o enxofre sublimado, o precipitado e o coloidal. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 55 mi de volta para o país.
Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).
Suécia · ✅ Mercosul–UE
💡 Principal item que o Brasil compra: Outros medicamentos contendo compostos heterocíclicos heteroátomos nitrogenados, em doses (7% da cesta). Na via inversa, o Brasil exporta US$ 1.2 bi de volta para o país.
Acordo comercial: Membro da União Europeia: o acordo Mercosul–UE está em aplicação provisória desde 1º/mai/2026, derrubando tarifas gradualmente.
Países Baixos · ✅ Mercosul–UE
💡 Principal item que o Brasil compra: Outras gasolinas, exceto para aviação (20% da cesta). Na via inversa, o Brasil exporta US$ 11.8 bi de volta para o país.
Acordo comercial: Membro da União Europeia: o acordo Mercosul–UE está em aplicação provisória desde 1º/mai/2026, derrubando tarifas gradualmente.
Japão · ❌ tarifa cheia
💡 Principal item que o Brasil compra: Outras caixas de marchas (14% da cesta). Na via inversa, o Brasil exporta US$ 5.7 bi de volta para o país.
Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).
Tunísia · ❌ tarifa cheia
💡 Mercado super concentrado (HHI 4902): pouquíssimos fornecedores no mundo para o produto-chave. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 293 mi de volta para o país.
Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).
Bélgica · ✅ Mercosul–UE
💡 Principal item que o Brasil compra: Outras vacinas para medicina humana, em doses (19% da cesta). Na via inversa, o Brasil exporta US$ 4.1 bi de volta para o país.
Acordo comercial: Membro da União Europeia: o acordo Mercosul–UE está em aplicação provisória desde 1º/mai/2026, derrubando tarifas gradualmente.
Egito · ✅ Mercosul–terceiros
💡 Principal item que o Brasil compra: Outros superfosfatos (21% da cesta). Na via inversa, o Brasil exporta US$ 4.0 bi de volta para o país.
Acordo comercial: Tem acordo de preferências comerciais em vigor com o Mercosul (lista de produtos com tarifa reduzida). Acordo Mercosul–Egito (vigente).
Irã · ❌ tarifa cheia
💡 Concentração extrema: 80% de tudo que o Brasil compra de lá é um único produto — Ureia, mesmo em solução aquosa, com teor de nitrogênio (azoto) superior a 45 %, em peso, calculado sobre o produto anidro no estado seco. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 2.9 bi de volta para o país.
Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).
Nova Zelândia · ❌ tarifa cheia
💡 Principal item que o Brasil compra: Outros medicamentos com compostos heterocíclicos, etc, em doses (27% da cesta). Na via inversa, o Brasil exporta US$ 124 mi de volta para o país.
Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).
Espanha · ✅ Mercosul–UE
💡 Mercado super concentrado (HHI 6782): pouquíssimos fornecedores no mundo para o produto-chave. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 8.3 bi de volta para o país.
Acordo comercial: Membro da União Europeia: o acordo Mercosul–UE está em aplicação provisória desde 1º/mai/2026, derrubando tarifas gradualmente.
Cabo Verde · ❌ tarifa cheia
💡 Comércio quase nulo com o Brasil (US$ milhares) — o verdadeiro lanterna da Copa da Importação. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 50 mi de volta para o país.
Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).
Arábia Saudita · ❌ tarifa cheia
💡 Concentração extrema: 54% de tudo que o Brasil compra de lá é um único produto — Óleos brutos de petróleo. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 3.2 bi de volta para o país.
Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).
Uruguai · ✅ Mercosul
💡 Mercado super concentrado (HHI 7974): pouquíssimos fornecedores no mundo para o produto-chave. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 3.4 bi de volta para o país.
Acordo comercial: Sócio do Brasil no Mercosul: livre comércio quase total, sem tarifa de importação na maioria dos produtos.
França · ✅ Mercosul–UE
💡 Mercado super concentrado (HHI 4791): pouquíssimos fornecedores no mundo para o produto-chave. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 3.3 bi de volta para o país.
Acordo comercial: Membro da União Europeia: o acordo Mercosul–UE está em aplicação provisória desde 1º/mai/2026, derrubando tarifas gradualmente.
Senegal · ❌ tarifa cheia
💡 Mercado super concentrado (HHI 6997): pouquíssimos fornecedores no mundo para o produto-chave. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 363 mi de volta para o país.
Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).
Noruega · 🟡 EFTA (s/ vigência)
💡 Principal item que o Brasil compra: Adubos (fertilizantes) minerais ou químicos, que contenham os três elementos fertilizantes: nitrogênio (azoto), fósforo e potássio (22% da cesta). Na via inversa, o Brasil exporta US$ 1.3 bi de volta para o país.
Acordo comercial: Membro da EFTA: acordo de livre comércio com o Mercosul com negociação concluída e aprovado na Câmara (jun/2026), mas ainda não está em vigor.
Iraque · ❌ tarifa cheia
💡 Concentração extrema: 100% de tudo que o Brasil compra de lá é um único produto — Betume de petróleo. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 1.3 bi de volta para o país.
Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).
Argentina · ✅ Mercosul
💡 Sócia do Mercosul e maior parceira sul-americana do Brasil na Copa. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 16.6 bi de volta para o país.
Acordo comercial: Sócio do Brasil no Mercosul: livre comércio quase total, sem tarifa de importação na maioria dos produtos.
Áustria · ✅ Mercosul–UE
💡 O Brasil depende de 80% desse país no seu principal produto importado (Outras bebidas não-alcoólicas (exceto água, cerveja sem álcool e itens da posição 20.09)). Na via inversa, o Brasil exporta US$ 116 mi de volta para o país.
Acordo comercial: Membro da União Europeia: o acordo Mercosul–UE está em aplicação provisória desde 1º/mai/2026, derrubando tarifas gradualmente.
Argélia · ❌ tarifa cheia
💡 Concentração extrema: 71% de tudo que o Brasil compra de lá é um único produto — Óleos brutos de petróleo. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 2.5 bi de volta para o país.
Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).
Jordânia · ❌ tarifa cheia
💡 Concentração extrema: 86% de tudo que o Brasil compra de lá é um único produto — Outros cloretos de potássio. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 620 mi de volta para o país.
Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).
Portugal · ✅ Mercosul–UE
💡 Eliminou os Estados Unidos nas quartas: seu produto-chave vem de pouquíssimas origens no mundo, difícil de substituir. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 3.2 bi de volta para o país.
Acordo comercial: Membro da União Europeia: o acordo Mercosul–UE está em aplicação provisória desde 1º/mai/2026, derrubando tarifas gradualmente.
Colômbia · ✅ ALADI/ACE
💡 Principal item que o Brasil compra: Hulha betuminosa, não aglomerada (22% da cesta). Na via inversa, o Brasil exporta US$ 3.8 bi de volta para o país.
Acordo comercial: Tem acordo de preferências com o Brasil na ALADI (descontos de tarifa em listas de produtos), mas não é livre comércio pleno. ACE-59 + ACE-72 (Mercosul–Colômbia).
Uzbequistão · ❌ tarifa cheia
💡 Concentração extrema: 77% de tudo que o Brasil compra de lá é um único produto — Ureia, mesmo em solução aquosa, com teor de nitrogênio (azoto) superior a 45 %, em peso, calculado sobre o produto anidro no estado seco. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 115 mi de volta para o país.
Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).
RD Congo · ❌ tarifa cheia
💡 O Brasil depende de 89% desse país no seu principal produto importado (Sulfetos de minérios de zinco). Na via inversa, o Brasil exporta US$ 262 mi de volta para o país.
Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).
Inglaterra (Reino Unido) · ❌ tarifa cheia
💡 Fora da UE e do acordo Mercosul–UE: paga mais imposto que o vizinho alemão pra vender o mesmo produto. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 4.3 bi de volta para o país.
Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC). Reino Unido: sem acordo com o Brasil (pós-Brexit, fora da UE).
Croácia · ✅ Mercosul–UE
💡 Cesta de alto valor agregado: US$ 31 por quilo, sinal de produtos sofisticados. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 80 mi de volta para o país.
Acordo comercial: Membro da União Europeia: o acordo Mercosul–UE está em aplicação provisória desde 1º/mai/2026, derrubando tarifas gradualmente.
Panamá · ✅ ALADI/ACE
💡 Concentração extrema: 53% de tudo que o Brasil compra de lá é um único produto — Desperdícios e resíduos, de alumínio. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 1.9 bi de volta para o país.
Acordo comercial: Tem acordo de preferências com o Brasil na ALADI (descontos de tarifa em listas de produtos), mas não é livre comércio pleno. Acordo Mercosul–Panamá (ACE-76, vigente).
Gana · ❌ tarifa cheia
💡 Concentração extrema: 82% de tudo que o Brasil compra de lá é um único produto — Óleos brutos de petróleo. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 422 mi de volta para o país.
Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).
Todos os dados desta análise são da Heyship, que mapeia o comércio exterior brasileiro por produto, país e fornecedor ao longo dos últimos 12 meses. Para se aprofundar, veja a análise completa das importações do Brasil em 2026 e o guia de TEC, tarifas e acordos do Mercosul.
Não. O futebol define apenas as seleções e os grupos. Daí em diante, quem avança é decidido 100% pelos dados de importação do Brasil analisados pela Heyship — é uma simulação comercial, não uma previsão esportiva.
Da análise de comércio exterior da Heyship, que consolida os últimos 12 meses, considerando valor (US$ FOB), peso (kg) e participação dos fornecedores. As fontes oficiais para se aprofundar estão na seção “Para saber mais”.
As estatísticas de comércio exterior são registradas por país soberano. Escócia, Inglaterra e País de Gales não são reportadas separadamente — entram todas como Reino Unido. Como a Copa as trata como seleções distintas, atribuímos a elas os números do Reino Unido.
A Copa do Mundo dura um mês; as relações comerciais que ela revela duram décadas. Saber de quem o Brasil compra — e sob quais regras — é o primeiro passo para importar melhor. No fim, vence quem conhece o próprio jogo.
Escrito por
Vinicius Alves Marques - Founder
Empreendedor experiente em comércio internacional, com foco em otimização de processos e automação logística. Fundou a primeira empresa na China em 2012.
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