Copa da Importação 2026: o que o Brasil compra das 48 | Heyship
Análise de Mercado 16 de junho de 2026 · 27 min de leitura

A Copa da Importação: o que o Brasil compra das 48 seleções de 2026

A Copa do Mundo de 2026 jogada pelos dados de importação do Brasil: ranking das 48 seleções, acordos comerciais, chaveamento e o campeão. O que o Brasil compra de cada país.

Vinicius Alves Marques - Founder

Vinicius Alves Marques - Founder

Founder na Heyship

copa da importação

Enquanto 48 seleções disputam a Copa do Mundo de 2026 dentro de campo, elas travam uma segunda disputa, silenciosa e bilionária: a de quem mais vende para o Brasil. Nos últimos 12 meses, o país importou US$ 147,7 bilhões dessas mesmas 48 nações — e essa “tabela” revela mais sobre a economia brasileira do que qualquer escalação.

Esta é a Copa da Importação: pegamos os grupos reais da Copa 2026 e simulamos o torneio inteiro a partir da análise de comércio exterior da Heyship, não pelo placar dos jogos. Cada rodada é decidida por uma métrica de comércio diferente, até coroar um campeão. Por que isso importa: por trás de cada cifra está a sua cadeia de suprimentos — o fertilizante do agro, o chip da indústria, o remédio da farmácia.

O que é a Copa da Importação

A regra é simples: o sorteio da FIFA define as seleções e os 12 grupos; os dados de importação da Heyship decidem quem avança. Na fase de grupos, o critério é o volume de importação — quanto o Brasil comprou de cada país nos últimos 12 meses. No mata-mata, a cada rodada muda a métrica: valor agregado, dependência, concentração de fornecedores e crescimento. Por isso o maior nem sempre vence — leva o título o fornecedor mais completo.

Um aviso que vale a análise inteira: a seleção da FIFA não reflete o recorte comercial. A Escócia joga como nação no futebol, mas no comércio exterior brasileiro ela não existe sozinha — entra tudo como Reino Unido. Futebol e geopolítica comercial nem sempre jogam no mesmo time.

O ranking: o que o Brasil compra das 48 seleções

Os Estados Unidos lideram com folga: US$ 42,9 bilhões, quase um terço de tudo que o Brasil importou das seleções da Copa. Alemanha e Argentina completam o pódio. No outro extremo, Cabo Verde e Haiti mal aparecem — mas volume pequeno não é o mesmo que irrelevante, como o mata-mata vai mostrar.

# Seleção Importado pelo Brasil Acordo?
1 Estados Unidos US$ 42,9 bi ❌ sem acordo
2 Alemanha US$ 14,5 bi ✅ Mercosul-UE
3 Argentina US$ 13,0 bi ✅ Mercosul
4 Coreia do Sul US$ 8,4 bi 🟡 em negociação
5 México US$ 6,8 bi ✅ ALADI/ACE
6 França US$ 6,5 bi ✅ Mercosul-UE
7 Japão US$ 5,8 bi ❌ sem acordo
8 Reino Unido US$ 3,8 bi ❌ sem acordo
9 Espanha US$ 3,8 bi ✅ Mercosul-UE
10 Paraguai US$ 3,5 bi ✅ Mercosul
Top 10 das 48 seleções por valor importado pelo Brasil, jun/2025 a mai/2026 (de um total de US$ 147,7 bi). Fonte: Heyship.

Como ler os números desta análise

Usamos cinco métricas, todas explicadas em linguagem simples:

  • Volume de importação: quanto o Brasil comprou do país, em dólares (US$ FOB). Decide a fase de grupos.
  • Dependência: a fatia daquele país no total que o Brasil importa do principal produto dele. Quanto maior, mais o Brasil depende de uma única origem.
  • HHI (concentração): índice de 0 a 10.000 que mede quantos fornecedores existem no mundo para aquele produto. Acima de 2.500 = mercado “altamente concentrado”, com poucos vendedores.
  • Valor agregado: preço médio por quilo (US$/kg). Alto = produto sofisticado (remédio, chip); baixo = commodity (minério, grão).
  • Crescimento (YoY): variação das importações em relação ao ano anterior.

Quais seleções têm acordo comercial com o Brasil?

Acordo comercial é o tratado que reduz ou zera a tarifa de importação entre países — o mesmo produto pode custar bem menos vindo de um parceiro com acordo. Das 48 seleções, a maioria (24) não tem acordo preferencial com o Brasil. Mas 2026 trouxe uma virada histórica: em 1º de maio de 2026, entrou em aplicação provisória o acordo Mercosul–União Europeia, e de uma vez 10 seleções europeias passaram a ter tarifas caindo.

  • Mercosul (membro pleno) — Argentina, Paraguai, Uruguai. É o bloco econômico da América do Sul: entre os sócios, os produtos circulam praticamente sem imposto de importação. O acordo mais profundo que o Brasil tem.
  • Mercosul–União Europeia (vigente provisoriamente) — Alemanha, França, Espanha, Países Baixos, Bélgica, Suécia, Áustria, Croácia, Portugal e Tchéquia. Negociado por 20 anos, reduz tarifas da maioria dos produtos de forma gradual; começou a valer em 1º/mai/2026.
  • ALADI / ACE — México, Colômbia, Equador, Panamá. Acordos latino-americanos que dão desconto de tarifa em listas específicas de produtos (não é livre comércio total).
  • Mercosul com terceiros — Egito e África do Sul (via SACU). Preferências em uma lista de produtos.
  • Mercosul–EFTA (concluído, sem vigência) — Suíça e Noruega. Aprovado na Câmara em jun/2026, mas ainda não em vigor.
  • Em negociação — Canadá e Coreia do Sul. Conversas em andamento; por ora, tarifa cheia.
  • Sem acordo (regra geral OMC) — Estados Unidos, Japão, Reino Unido e a maioria. O produto paga a tarifa normal de importação.

O caso mais simbólico é o Reino Unido: fora da União Europeia desde o Brexit, ficou também de fora do acordo Mercosul–UE. O produto britânico paga mais imposto para entrar no Brasil do que o alemão equivalente.

A fase de grupos

Em cada grupo, os dois maiores importadores avançam; o terceiro disputa as oito vagas de repescagem. Veja quem se classificou:

Grupo 3º (repescagem)
A Coreia do Sul México África do Sul ✓
B Canadá Suíça Catar ✓
C Reino Unido Marrocos Haiti
D Estados Unidos Paraguai Turquia ✓
E Alemanha Costa do Marfim Equador ✓
F Japão Países Baixos Suécia ✓
G Bélgica Egito Irã
H Espanha Arábia Saudita Uruguai ✓
I França Noruega Iraque
J Argentina Áustria Argélia ✓
K Colômbia Portugal RD Congo ✓
L Inglaterra (Reino Unido) Gana Croácia
Classificados de cada grupo por volume importado pelo Brasil (jun/2025–mai/2026). ✓ = terceiro que avançou na repescagem. Fonte: Heyship.

Três histórias saltam da tabela. No Grupo C, ninguém tem acordo com o Brasil: o país comprou US$ 5,5 bi de Reino Unido, Marrocos e Haiti pagando tarifa cheia. O Marrocos é o caso de dependência mais gritante — quase metade do que o Brasil compra dele é superfosfato, e o país norte-africano responde por 73% de todo o fertilizante desse tipo importado pelo Brasil. E o Grupo D é o mais desigual de todos: os EUA, sozinhos, importam mais que os outros três juntos vezes dez.

O chaveamento da Copa da Importação

Veja o caminho completo do torneio, dos 32-avos até a final. Lembre: cada rodada é decidida por uma métrica diferente, por isso o maior em volume nem sempre avança.

Chaveamento da Copa da Importação 2026 — simulação do torneio pelos dados de importação do Brasil, dos 32-avos à final
Chaveamento simulado por volume de importação (semente) e resolvido rodada a rodada pela métrica de cada fase. Fonte: Heyship.

Campeão: México · Vice: Países Baixos.

O mata-mata: por que o maior nem sempre vence?

Aqui a simulação fica interessante. No mata-mata, cada rodada muda o critério — e foi assim que o gigante caiu. Nas quartas de final, o critério é o HHI (concentração de fornecedores), e os Estados Unidos, líderes absolutos em volume, foram eliminados por Portugal: o principal produto que o Brasil compra dos portugueses vem de pouquíssimas origens no mundo, sendo mais difícil de substituir. Tamanho não importou — a pergunta da rodada era “quem é mais insubstituível”.

  • 32-avos (valor agregado): quem vende o produto mais sofisticado por quilo.
  • Oitavas (dependência): de quem o Brasil mais depende no produto-chave.
  • Quartas (HHI): quem o Brasil menos consegue substituir. Aqui caem os EUA.
  • Semifinais (crescimento): quem mais acelerou suas vendas ao Brasil.
  • Final (índice composto): o fornecedor mais completo nas cinco métricas.

Outra zebra: o Paraguai, parceiro “pequeno” em variedade, chegou às semifinais — porque o Brasil é altamente dependente de itens específicos que compra de lá. Volume não conta a história inteira.

O campeão da importação

A final foi entre México e Países Baixos, decidida pelo índice composto — uma média ponderada das cinco métricas (40% volume + 15% para cada uma das outras quatro). O México venceu por ser o mais equilibrado: ganhou em volume, valor agregado, dependência e concentração, perdendo apenas em ritmo de crescimento. Não é o maior fornecedor do Brasil (é o 5º), mas é o mais completo — o tipo de parceiro que combina escala, sofisticação e produtos difíceis de substituir.

É a lição central da Copa da Importação: no comércio, como no futebol, o favorito no papel nem sempre levanta a taça.

Análise país a país: as 48 seleções

Abaixo, cada seleção da Copa com o que o Brasil compra dela, as métricas (sempre explicadas), o status de acordo comercial e uma curiosidade. Organizamos por grupo.

Grupo A

Figurinha da Copa da Importação: México

Bandeira: MéxicoMéxico · ✅ ALADI/ACE

💡 Campeão da Copa da Importação: não é o maior, mas o mais completo nas cinco métricas. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 8.2 bi de volta para o país.

US$ 6.8 bi
importado/ano
US$ 5.9/kg
valor agregado
89%
dependência do BR
7883
concentração (HHI)
+16%
no ano

Acordo comercial: Tem acordo de preferências com o Brasil na ALADI (descontos de tarifa em listas de produtos), mas não é livre comércio pleno. ACE-53 (Brasil–México) + ACE-54/55 (Mercosul–México, incl. automotivo).

Figurinha da Copa da Importação: Coreia do Sul

Bandeira: Coreia do SulCoreia do Sul · 🟡 em negociação

💡 Mercado super concentrado (HHI 5001): pouquíssimos fornecedores no mundo para o produto-chave. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 5.2 bi de volta para o país.

US$ 8.4 bi
importado/ano
US$ 4.9/kg
valor agregado
49%
dependência do BR
5001
concentração (HHI)
+59%
no ano

Acordo comercial: O Mercosul está negociando um acordo comercial com este país, mas ainda não há tarifa preferencial em vigor. Mercosul–Coreia do Sul em negociação.

Figurinha da Copa da Importação: África do Sul

Bandeira: África do SulÁfrica do Sul · ✅ Mercosul–terceiros

💡 Principal item que o Brasil compra: Paládio em formas brutas ou em pó (32% da cesta). Na via inversa, o Brasil exporta US$ 1.6 bi de volta para o país.

US$ 911 mi
importado/ano
US$ 2.3/kg
valor agregado
55%
dependência do BR
4274
concentração (HHI)
+27%
no ano

Acordo comercial: Tem acordo de preferências comerciais em vigor com o Mercosul (lista de produtos com tarifa reduzida). Acordo de preferências Mercosul–SACU (vigente).

Figurinha da Copa da Importação: Tchéquia

Bandeira: TchéquiaTchéquia · ✅ Mercosul–UE

💡 Principal item que o Brasil compra: Outras partes de aviões ou de helicópteros (5% da cesta). Na via inversa, o Brasil exporta US$ 85 mi de volta para o país.

US$ 821 mi
importado/ano
US$ 7.9/kg
valor agregado
3%
dependência do BR
1326
concentração (HHI)
+6%
no ano

Acordo comercial: Membro da União Europeia: o acordo Mercosul–UE está em aplicação provisória desde 1º/mai/2026, derrubando tarifas gradualmente.

Grupo B

Figurinha da Copa da Importação: Canadá

Bandeira: CanadáCanadá · 🟡 em negociação

💡 Concentração extrema: 52% de tudo que o Brasil compra de lá é um único produto — Outros cloretos de potássio. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 7.4 bi de volta para o país.

US$ 3.4 bi
importado/ano
US$ 0.6/kg
valor agregado
40%
dependência do BR
3024
concentração (HHI)
+25%
no ano

Acordo comercial: O Mercosul está negociando um acordo comercial com este país, mas ainda não há tarifa preferencial em vigor. Mercosul–Canadá em negociação.

Figurinha da Copa da Importação: Bósnia e Herzegovina

Bandeira: Bósnia e HerzegovinaBósnia e Herzegovina · ❌ tarifa cheia

💡 Cesta de alto valor agregado: US$ 18 por quilo, sinal de produtos sofisticados. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 14 mi de volta para o país.

US$ 13 mi
importado/ano
US$ 18.1/kg
valor agregado
2%
dependência do BR
2129
concentração (HHI)
+17%
no ano

Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).

Figurinha da Copa da Importação: Catar

Bandeira: CatarCatar · ❌ tarifa cheia

💡 Concentração extrema: 68% de tudo que o Brasil compra de lá é um único produto — Ureia, mesmo em solução aquosa, com teor de nitrogênio (azoto) superior a 45 %, em peso, calculado sobre o produto anidro no estado seco. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 392 mi de volta para o país.

US$ 490 mi
importado/ano
US$ 0.5/kg
valor agregado
11%
dependência do BR
1292
concentração (HHI)
-30%
no ano

Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).

Figurinha da Copa da Importação: Suíça

Bandeira: SuíçaSuíça · 🟡 EFTA (s/ vigência)

💡 Cesta de alto valor agregado: US$ 33 por quilo, sinal de produtos sofisticados. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 2.6 bi de volta para o país.

US$ 3.3 bi
importado/ano
US$ 32.5/kg
valor agregado
21%
dependência do BR
1449
concentração (HHI)
+12%
no ano

Acordo comercial: Membro da EFTA: acordo de livre comércio com o Mercosul com negociação concluída e aprovado na Câmara (jun/2026), mas ainda não está em vigor.

Grupo C

Figurinha da Copa da Importação: Escócia (Reino Unido)

Bandeira: Escócia (Reino Unido)Escócia (Reino Unido) · ❌ tarifa cheia

💡 Fora da UE e do acordo Mercosul–UE: paga mais imposto que o vizinho alemão pra vender o mesmo produto. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 4.3 bi de volta para o país.

US$ 3.8 bi
importado/ano
US$ 3.6/kg
valor agregado
29%
dependência do BR
3413
concentração (HHI)
+15%
no ano

Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC). Reino Unido: sem acordo com o Brasil (pós-Brexit, fora da UE).

🇧🇷 Brasil — anfitrião da análise: é o destino das importações, então não compete (é a referência).

Figurinha da Copa da Importação: Marrocos

Bandeira: MarrocosMarrocos · ❌ tarifa cheia

💡 O Brasil depende de 73% do superfosfato marroquino — quase metade da cesta é esse único fertilizante. Risco de suprimento direto pro agro. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 1.4 bi de volta para o país.

US$ 1.7 bi
importado/ano
US$ 0.6/kg
valor agregado
73%
dependência do BR
5576
concentração (HHI)
+1%
no ano

Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).

Figurinha da Copa da Importação: Haiti

Bandeira: HaitiHaiti · ❌ tarifa cheia

💡 Concentração extrema: 60% de tudo que o Brasil compra de lá é um único produto — Desperdícios e resíduos, de cobre. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 81 mi de volta para o país.

US$ 2 mi
importado/ano
US$ 16.2/kg
valor agregado
0%
dependência do BR
1186
concentração (HHI)
+50%
no ano

Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).

Grupo D

Figurinha da Copa da Importação: Estados Unidos

Bandeira: Estados UnidosEstados Unidos · ❌ tarifa cheia

💡 Maior fornecedor do Brasil entre as 48 — sozinho responde por quase 1/3 de tudo — e mesmo assim sem acordo comercial preferencial. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 35.0 bi de volta para o país.

US$ 42.9 bi
importado/ano
US$ 1.3/kg
valor agregado
31%
dependência do BR
3486
concentração (HHI)
+2%
no ano

Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC). Há o Protocolo ATEC (regras comerciais e transparência), mas não é preferência tarifária.

Figurinha da Copa da Importação: Austrália

Bandeira: AustráliaAustrália · ❌ tarifa cheia

💡 Concentração extrema: 66% de tudo que o Brasil compra de lá é um único produto — Hulha betuminosa, não aglomerada. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 801 mi de volta para o país.

US$ 1.1 bi
importado/ano
US$ 0.2/kg
valor agregado
31%
dependência do BR
3557
concentração (HHI)
-3%
no ano

Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).

Figurinha da Copa da Importação: Turquia

Bandeira: TurquiaTurquia · ❌ tarifa cheia

💡 Mercado super concentrado (HHI 4897): pouquíssimos fornecedores no mundo para o produto-chave. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 4.5 bi de volta para o país.

US$ 1.3 bi
importado/ano
US$ 1.1/kg
valor agregado
3%
dependência do BR
4897
concentração (HHI)
-3%
no ano

Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).

Figurinha da Copa da Importação: Paraguai

Bandeira: ParaguaiParaguai · ✅ Mercosul

💡 Parceiro ‘pequeno’ em variedade, mas o Brasil é altamente dependente de itens específicos — chegou às semis da simulação. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 4.2 bi de volta para o país.

US$ 3.5 bi
importado/ano
US$ 0.7/kg
valor agregado
99%
dependência do BR
9847
concentração (HHI)
+2%
no ano

Acordo comercial: Sócio do Brasil no Mercosul: livre comércio quase total, sem tarifa de importação na maioria dos produtos.

Grupo E

Figurinha da Copa da Importação: Alemanha

Bandeira: AlemanhaAlemanha · ✅ Mercosul–UE

💡 Vice-líder em volume e símbolo do novo acordo Mercosul–UE: farma e automóveis puxam a cesta. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 6.9 bi de volta para o país.

US$ 14.5 bi
importado/ano
US$ 7.5/kg
valor agregado
22%
dependência do BR
1449
concentração (HHI)
+4%
no ano

Acordo comercial: Membro da União Europeia: o acordo Mercosul–UE está em aplicação provisória desde 1º/mai/2026, derrubando tarifas gradualmente.

Figurinha da Copa da Importação: Costa do Marfim

Bandeira: Costa do MarfimCosta do Marfim · ❌ tarifa cheia

💡 O Brasil depende de 100% desse país no seu principal produto importado (Cacau inteiro ou partido, em bruto ou torrado). Na via inversa, o Brasil exporta US$ 191 mi de volta para o país.

US$ 295 mi
importado/ano
US$ 1.8/kg
valor agregado
100%
dependência do BR
9984
concentração (HHI)
-54%
no ano

Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).

Figurinha da Copa da Importação: Equador

Bandeira: EquadorEquador · ✅ ALADI/ACE

💡 Principal item que o Brasil compra: Outras formas brutas de chumbo refinado (13% da cesta). Na via inversa, o Brasil exporta US$ 1.2 bi de volta para o país.

US$ 119 mi
importado/ano
US$ 2.9/kg
valor agregado
17%
dependência do BR
1456
concentração (HHI)
-3%
no ano

Acordo comercial: Tem acordo de preferências com o Brasil na ALADI (descontos de tarifa em listas de produtos), mas não é livre comércio pleno. ACE-59 (Mercosul–Equador/Colômbia/Venezuela).

Figurinha da Copa da Importação: Curaçao

Bandeira: CuraçaoCuraçao · ❌ tarifa cheia

💡 Concentração extrema: 62% de tudo que o Brasil compra de lá é um único produto — Outras formas de enxofre de qualquer espécie, exceto o enxofre sublimado, o precipitado e o coloidal. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 55 mi de volta para o país.

US$ 882 mil
importado/ano
US$ 0.4/kg
valor agregado
1%
dependência do BR
1950
concentração (HHI)
+129%
no ano

Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).

Grupo F

Figurinha da Copa da Importação: Suécia

Bandeira: SuéciaSuécia · ✅ Mercosul–UE

💡 Principal item que o Brasil compra: Outros medicamentos contendo compostos heterocíclicos heteroátomos nitrogenados, em doses (7% da cesta). Na via inversa, o Brasil exporta US$ 1.2 bi de volta para o país.

US$ 2.3 bi
importado/ano
US$ 6.1/kg
valor agregado
9%
dependência do BR
987
concentração (HHI)
+0%
no ano

Acordo comercial: Membro da União Europeia: o acordo Mercosul–UE está em aplicação provisória desde 1º/mai/2026, derrubando tarifas gradualmente.

Figurinha da Copa da Importação: Países Baixos

Bandeira: Países BaixosPaíses Baixos · ✅ Mercosul–UE

💡 Principal item que o Brasil compra: Outras gasolinas, exceto para aviação (20% da cesta). Na via inversa, o Brasil exporta US$ 11.8 bi de volta para o país.

US$ 2.5 bi
importado/ano
US$ 1.4/kg
valor agregado
27%
dependência do BR
2537
concentração (HHI)
+19%
no ano

Acordo comercial: Membro da União Europeia: o acordo Mercosul–UE está em aplicação provisória desde 1º/mai/2026, derrubando tarifas gradualmente.

Figurinha da Copa da Importação: Japão

Bandeira: JapãoJapão · ❌ tarifa cheia

💡 Principal item que o Brasil compra: Outras caixas de marchas (14% da cesta). Na via inversa, o Brasil exporta US$ 5.7 bi de volta para o país.

US$ 5.8 bi
importado/ano
US$ 6.8/kg
valor agregado
37%
dependência do BR
1930
concentração (HHI)
-1%
no ano

Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).

Figurinha da Copa da Importação: Tunísia

Bandeira: TunísiaTunísia · ❌ tarifa cheia

💡 Mercado super concentrado (HHI 4902): pouquíssimos fornecedores no mundo para o produto-chave. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 293 mi de volta para o país.

US$ 86 mi
importado/ano
US$ 3.7/kg
valor agregado
2%
dependência do BR
4902
concentração (HHI)
-6%
no ano

Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).

Grupo G

Figurinha da Copa da Importação: Bélgica

Bandeira: BélgicaBélgica · ✅ Mercosul–UE

💡 Principal item que o Brasil compra: Outras vacinas para medicina humana, em doses (19% da cesta). Na via inversa, o Brasil exporta US$ 4.1 bi de volta para o país.

US$ 2.2 bi
importado/ano
US$ 4.3/kg
valor agregado
52%
dependência do BR
3292
concentração (HHI)
+11%
no ano

Acordo comercial: Membro da União Europeia: o acordo Mercosul–UE está em aplicação provisória desde 1º/mai/2026, derrubando tarifas gradualmente.

Figurinha da Copa da Importação: Egito

Bandeira: EgitoEgito · ✅ Mercosul–terceiros

💡 Principal item que o Brasil compra: Outros superfosfatos (21% da cesta). Na via inversa, o Brasil exporta US$ 4.0 bi de volta para o país.

US$ 1.5 bi
importado/ano
US$ 0.4/kg
valor agregado
47%
dependência do BR
2994
concentração (HHI)
+20%
no ano

Acordo comercial: Tem acordo de preferências comerciais em vigor com o Mercosul (lista de produtos com tarifa reduzida). Acordo Mercosul–Egito (vigente).

Figurinha da Copa da Importação: Irã

Bandeira: IrãIrã · ❌ tarifa cheia

💡 Concentração extrema: 80% de tudo que o Brasil compra de lá é um único produto — Ureia, mesmo em solução aquosa, com teor de nitrogênio (azoto) superior a 45 %, em peso, calculado sobre o produto anidro no estado seco. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 2.9 bi de volta para o país.

US$ 85 mi
importado/ano
US$ 0.4/kg
valor agregado
2%
dependência do BR
1292
concentração (HHI)
+144%
no ano

Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).

Figurinha da Copa da Importação: Nova Zelândia

Bandeira: Nova ZelândiaNova Zelândia · ❌ tarifa cheia

💡 Principal item que o Brasil compra: Outros medicamentos com compostos heterocíclicos, etc, em doses (27% da cesta). Na via inversa, o Brasil exporta US$ 124 mi de volta para o país.

US$ 81 mi
importado/ano
US$ 8.6/kg
valor agregado
3%
dependência do BR
966
concentração (HHI)
+23%
no ano

Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).

Grupo H

Figurinha da Copa da Importação: Espanha

Bandeira: EspanhaEspanha · ✅ Mercosul–UE

💡 Mercado super concentrado (HHI 6782): pouquíssimos fornecedores no mundo para o produto-chave. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 8.3 bi de volta para o país.

US$ 3.8 bi
importado/ano
US$ 1.0/kg
valor agregado
14%
dependência do BR
6782
concentração (HHI)
-2%
no ano

Acordo comercial: Membro da União Europeia: o acordo Mercosul–UE está em aplicação provisória desde 1º/mai/2026, derrubando tarifas gradualmente.

Figurinha da Copa da Importação: Cabo Verde

Bandeira: Cabo VerdeCabo Verde · ❌ tarifa cheia

💡 Comércio quase nulo com o Brasil (US$ milhares) — o verdadeiro lanterna da Copa da Importação. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 50 mi de volta para o país.

US$ 7 mil
importado/ano
US$ 151.0/kg
valor agregado
0%
dependência do BR
5542
concentração (HHI)
-86%
no ano

Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).

Figurinha da Copa da Importação: Arábia Saudita

Bandeira: Arábia SauditaArábia Saudita · ❌ tarifa cheia

💡 Concentração extrema: 54% de tudo que o Brasil compra de lá é um único produto — Óleos brutos de petróleo. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 3.2 bi de volta para o país.

US$ 3.4 bi
importado/ano
US$ 0.6/kg
valor agregado
29%
dependência do BR
1770
concentração (HHI)
+9%
no ano

Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).

Figurinha da Copa da Importação: Uruguai

Bandeira: UruguaiUruguai · ✅ Mercosul

💡 Mercado super concentrado (HHI 7974): pouquíssimos fornecedores no mundo para o produto-chave. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 3.4 bi de volta para o país.

US$ 1.9 bi
importado/ano
US$ 1.2/kg
valor agregado
6%
dependência do BR
7974
concentração (HHI)
-14%
no ano

Acordo comercial: Sócio do Brasil no Mercosul: livre comércio quase total, sem tarifa de importação na maioria dos produtos.

Grupo I

Figurinha da Copa da Importação: França

Bandeira: FrançaFrança · ✅ Mercosul–UE

💡 Mercado super concentrado (HHI 4791): pouquíssimos fornecedores no mundo para o produto-chave. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 3.3 bi de volta para o país.

US$ 6.5 bi
importado/ano
US$ 14.1/kg
valor agregado
29%
dependência do BR
4791
concentração (HHI)
+1%
no ano

Acordo comercial: Membro da União Europeia: o acordo Mercosul–UE está em aplicação provisória desde 1º/mai/2026, derrubando tarifas gradualmente.

Figurinha da Copa da Importação: Senegal

Bandeira: SenegalSenegal · ❌ tarifa cheia

💡 Mercado super concentrado (HHI 6997): pouquíssimos fornecedores no mundo para o produto-chave. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 363 mi de volta para o país.

US$ 3 mi
importado/ano
US$ 1.4/kg
valor agregado
5%
dependência do BR
6997
concentração (HHI)
-96%
no ano

Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).

Figurinha da Copa da Importação: Noruega

Bandeira: NoruegaNoruega · 🟡 EFTA (s/ vigência)

💡 Principal item que o Brasil compra: Adubos (fertilizantes) minerais ou químicos, que contenham os três elementos fertilizantes: nitrogênio (azoto), fósforo e potássio (22% da cesta). Na via inversa, o Brasil exporta US$ 1.3 bi de volta para o país.

US$ 869 mi
importado/ano
US$ 1.1/kg
valor agregado
34%
dependência do BR
3501
concentração (HHI)
+10%
no ano

Acordo comercial: Membro da EFTA: acordo de livre comércio com o Mercosul com negociação concluída e aprovado na Câmara (jun/2026), mas ainda não está em vigor.

Figurinha da Copa da Importação: Iraque

Bandeira: IraqueIraque · ❌ tarifa cheia

💡 Concentração extrema: 100% de tudo que o Brasil compra de lá é um único produto — Betume de petróleo. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 1.3 bi de volta para o país.

US$ 9 mi
importado/ano
US$ 0.5/kg
valor agregado
8%
dependência do BR
1012
concentração (HHI)
+1494%
no ano

Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).

Grupo J

Figurinha da Copa da Importação: Argentina

Bandeira: ArgentinaArgentina · ✅ Mercosul

💡 Sócia do Mercosul e maior parceira sul-americana do Brasil na Copa. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 16.6 bi de volta para o país.

US$ 13.0 bi
importado/ano
US$ 1.2/kg
valor agregado
89%
dependência do BR
7974
concentração (HHI)
-4%
no ano

Acordo comercial: Sócio do Brasil no Mercosul: livre comércio quase total, sem tarifa de importação na maioria dos produtos.

Figurinha da Copa da Importação: Áustria

Bandeira: ÁustriaÁustria · ✅ Mercosul–UE

💡 O Brasil depende de 80% desse país no seu principal produto importado (Outras bebidas não-alcoólicas (exceto água, cerveja sem álcool e itens da posição 20.09)). Na via inversa, o Brasil exporta US$ 116 mi de volta para o país.

US$ 1.5 bi
importado/ano
US$ 5.3/kg
valor agregado
80%
dependência do BR
6695
concentração (HHI)
+10%
no ano

Acordo comercial: Membro da União Europeia: o acordo Mercosul–UE está em aplicação provisória desde 1º/mai/2026, derrubando tarifas gradualmente.

Figurinha da Copa da Importação: Argélia

Bandeira: ArgéliaArgélia · ❌ tarifa cheia

💡 Concentração extrema: 71% de tudo que o Brasil compra de lá é um único produto — Óleos brutos de petróleo. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 2.5 bi de volta para o país.

US$ 961 mi
importado/ano
US$ 0.5/kg
valor agregado
11%
dependência do BR
1770
concentração (HHI)
-34%
no ano

Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).

Figurinha da Copa da Importação: Jordânia

Bandeira: JordâniaJordânia · ❌ tarifa cheia

💡 Concentração extrema: 86% de tudo que o Brasil compra de lá é um único produto — Outros cloretos de potássio. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 620 mi de volta para o país.

US$ 86 mi
importado/ano
US$ 0.4/kg
valor agregado
2%
dependência do BR
3024
concentração (HHI)
+11%
no ano

Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).

Grupo K

Figurinha da Copa da Importação: Portugal

Bandeira: PortugalPortugal · ✅ Mercosul–UE

💡 Eliminou os Estados Unidos nas quartas: seu produto-chave vem de pouquíssimas origens no mundo, difícil de substituir. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 3.2 bi de volta para o país.

US$ 1.3 bi
importado/ano
US$ 5.4/kg
valor agregado
68%
dependência do BR
4902
concentração (HHI)
+10%
no ano

Acordo comercial: Membro da União Europeia: o acordo Mercosul–UE está em aplicação provisória desde 1º/mai/2026, derrubando tarifas gradualmente.

Figurinha da Copa da Importação: Colômbia

Bandeira: ColômbiaColômbia · ✅ ALADI/ACE

💡 Principal item que o Brasil compra: Hulha betuminosa, não aglomerada (22% da cesta). Na via inversa, o Brasil exporta US$ 3.8 bi de volta para o país.

US$ 2.1 bi
importado/ano
US$ 0.3/kg
valor agregado
20%
dependência do BR
3557
concentração (HHI)
+7%
no ano

Acordo comercial: Tem acordo de preferências com o Brasil na ALADI (descontos de tarifa em listas de produtos), mas não é livre comércio pleno. ACE-59 + ACE-72 (Mercosul–Colômbia).

Figurinha da Copa da Importação: Uzbequistão

Bandeira: UzbequistãoUzbequistão · ❌ tarifa cheia

💡 Concentração extrema: 77% de tudo que o Brasil compra de lá é um único produto — Ureia, mesmo em solução aquosa, com teor de nitrogênio (azoto) superior a 45 %, em peso, calculado sobre o produto anidro no estado seco. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 115 mi de volta para o país.

US$ 74 mi
importado/ano
US$ 0.5/kg
valor agregado
2%
dependência do BR
1292
concentração (HHI)
-67%
no ano

Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).

Figurinha da Copa da Importação: RD Congo

Bandeira: RD CongoRD Congo · ❌ tarifa cheia

💡 O Brasil depende de 89% desse país no seu principal produto importado (Sulfetos de minérios de zinco). Na via inversa, o Brasil exporta US$ 262 mi de volta para o país.

US$ 111 mi
importado/ano
US$ 1.2/kg
valor agregado
89%
dependência do BR
7986
concentração (HHI)
-25%
no ano

Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).

Grupo L

Figurinha da Copa da Importação: Inglaterra (Reino Unido)

Bandeira: Inglaterra (Reino Unido)Inglaterra (Reino Unido) · ❌ tarifa cheia

💡 Fora da UE e do acordo Mercosul–UE: paga mais imposto que o vizinho alemão pra vender o mesmo produto. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 4.3 bi de volta para o país.

US$ 3.8 bi
importado/ano
US$ 3.6/kg
valor agregado
29%
dependência do BR
3413
concentração (HHI)
+15%
no ano

Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC). Reino Unido: sem acordo com o Brasil (pós-Brexit, fora da UE).

Figurinha da Copa da Importação: Croácia

Bandeira: CroáciaCroácia · ✅ Mercosul–UE

💡 Cesta de alto valor agregado: US$ 31 por quilo, sinal de produtos sofisticados. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 80 mi de volta para o país.

US$ 44 mi
importado/ano
US$ 30.6/kg
valor agregado
1%
dependência do BR
966
concentração (HHI)
+32%
no ano

Acordo comercial: Membro da União Europeia: o acordo Mercosul–UE está em aplicação provisória desde 1º/mai/2026, derrubando tarifas gradualmente.

Figurinha da Copa da Importação: Panamá

Bandeira: PanamáPanamá · ✅ ALADI/ACE

💡 Concentração extrema: 53% de tudo que o Brasil compra de lá é um único produto — Desperdícios e resíduos, de alumínio. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 1.9 bi de volta para o país.

US$ 19 mi
importado/ano
US$ 2.8/kg
valor agregado
2%
dependência do BR
998
concentração (HHI)
+34%
no ano

Acordo comercial: Tem acordo de preferências com o Brasil na ALADI (descontos de tarifa em listas de produtos), mas não é livre comércio pleno. Acordo Mercosul–Panamá (ACE-76, vigente).

Figurinha da Copa da Importação: Gana

Bandeira: GanaGana · ❌ tarifa cheia

💡 Concentração extrema: 82% de tudo que o Brasil compra de lá é um único produto — Óleos brutos de petróleo. Na via inversa, o Brasil exporta US$ 422 mi de volta para o país.

US$ 241 mi
importado/ano
US$ 0.6/kg
valor agregado
3%
dependência do BR
1770
concentração (HHI)
-12%
no ano

Acordo comercial: Não tem acordo comercial preferencial com o Brasil: o comércio segue a tarifa cheia (regra geral da OMC).

Metodologia

Todos os dados desta análise são da Heyship, que mapeia o comércio exterior brasileiro por produto, país e fornecedor ao longo dos últimos 12 meses. Para se aprofundar, veja a análise completa das importações do Brasil em 2026 e o guia de TEC, tarifas e acordos do Mercosul.

Perguntas Frequentes

A Copa da Importação usa os resultados reais dos jogos?

Não. O futebol define apenas as seleções e os grupos. Daí em diante, quem avança é decidido 100% pelos dados de importação do Brasil analisados pela Heyship — é uma simulação comercial, não uma previsão esportiva.

De onde vêm os dados?

Da análise de comércio exterior da Heyship, que consolida os últimos 12 meses, considerando valor (US$ FOB), peso (kg) e participação dos fornecedores. As fontes oficiais para se aprofundar estão na seção “Para saber mais”.

Por que a Escócia aparece como Reino Unido?

As estatísticas de comércio exterior são registradas por país soberano. Escócia, Inglaterra e País de Gales não são reportadas separadamente — entram todas como Reino Unido. Como a Copa as trata como seleções distintas, atribuímos a elas os números do Reino Unido.

Para saber mais

Moral da história

A Copa do Mundo dura um mês; as relações comerciais que ela revela duram décadas. Saber de quem o Brasil compra — e sob quais regras — é o primeiro passo para importar melhor. No fim, vence quem conhece o próprio jogo.

Vinicius Alves Marques - Founder

Escrito por

Vinicius Alves Marques - Founder

Empreendedor experiente em comércio internacional, com foco em otimização de processos e automação logística. Fundou a primeira empresa na China em 2012.

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