# Importações do Maranhão: US$ 4,8 bi em 2025 e só 6% da China

> A Heyship e a Guelcos subiram ao palco do Maranhão Mais Negócios 2026, a convite da Associação Comercial do Maranhão. Os dados do ComexStat explicam por que o estado importa volume e pouco valor, e onde está a oportunidade para o empresário maranhense.

Source: https://heyship.com.br/blog/importacoes-maranhao-mais-negocios-acm/

As **importações do Maranhão** somaram US$ 4,76 bilhões em 2025, o equivalente a 1,70% de tudo que o Brasil comprou do exterior no ano. Em peso, porém, o estado responde por 5,62% da carga importada pelo país. Essa distância entre valor e tonelagem é a fotografia mais honesta da economia maranhense hoje, e foi o ponto de partida da palestra que a Guelcos e a Heyship levaram ao **Maranhão Mais Negócios 2026**, no dia 12 de agosto, em São Luís.

O evento é a principal iniciativa de conexão empresarial da [Associação Comercial do Maranhão](https://acm-ma.com.br/) (ACM), que completou 172 anos em 2026. O tema deste ano foi “Reforma Tributária: Riscos e Oportunidades”, com painel da CACB e da SEFAZ-MA pela manhã, e a palestra “Negócios Além da Muralha”, da Guelcos International, à tarde, seguida da rodada de negócios.

**Por que isso importa:** 88% do que o Maranhão importa é combustível ou fertilizante, insumo de baixo valor agregado e margem definida lá fora. A parcela que sobra, menos de US$ 600 milhões por ano, é onde cabe tudo que uma empresa maranhense pode importar para crescer: máquina, equipamento, marca própria, produto de prateleira.

Neste artigo



1. [1. O convite da Associação Comercial do Maranhão](#convite-acm)
2. [2. Os números das importações do Maranhão](#importacoes-maranhao-numeros)
3. [3. Por que o quilo importado pelo Maranhão vale um terço da média nacional?](#peso-e-valor)
4. [4. Os quatro objetivos que a importação resolve](#quatro-objetivos)
5. [5. Reforma tributária e importação](#reforma-tributaria)
6. [6. Como a Heyship ajuda](#como-a-heyship-ajuda)
7. [7. Para saber mais](#para-saber-mais)

## O convite da Associação Comercial do Maranhão

O convite veio da ACM por meio do empresário **André Cutrim de Mendonça**, do Lavamatic Group S/A, um dos patrocinadores do evento. Não é um nome novo nessa conversa: André integrou a diretoria da Associação Comercial do Maranhão e já organizou missão empresarial de maranhenses à China antes de a pauta virar consenso no país.

Foram 20 minutos de palco, das 14h, para uma plateia de empresários, entidades e representantes do Governo do Estado e da Prefeitura de São Luís. O recado foi montado de trás para frente: começar pelo que toda empresa quer (receita, margem, clientes, retenção), provar com casos reais de importação e só depois explicar por que a China entra na conta.

![Palestra sobre importações do Maranhão no palco do Maranhão Mais Negócios 2026, da Associação Comercial do Maranhão](https://heyship.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2026-08-maranhao-mais-negocios-acm-palco.jpg)Palestra “Negócios Além da Muralha” no Maranhão Mais Negócios 2026, em São Luís. **Fonte:** arquivo Heyship.## Os números das importações do Maranhão

Antes de falar de China, vale olhar o que o estado realmente compra. Os dados abaixo vêm do [ComexStat](https://comexstat.mdic.gov.br/), base oficial do MDIC, e usam a UF de destino, que é o estado do CNPJ do importador, não o local físico de desembarque da mercadoria.

\#NCMProdutoCategoriaUS$ M% do total12710.19.21Gasóleo (óleo diesel)⛽ Combustível2.707,656,91%23104.20.90Cloreto de potássio🌾 Fertilizante358,67,54%32710.12.59Gasolina (exceto aviação)⛽ Combustível310,76,53%43103.19.00Superfosfatos🌾 Fertilizante183,83,86%53105.59.00Adubos com nitrogênio e fósforo🌾 Fertilizante178,83,76%62815.12.00Soda cáustica em solução🧪 Químicos155,93,28%73102.10.10Ureia🌾 Fertilizante120,92,54%83103.11.00Superfosfato com 35%+ de P2O5🌾 Fertilizante119,22,51%93105.40.00Fosfato monoamônico (MAP)🌾 Fertilizante92,11,94%103102.21.00Sulfato de amônio🌾 Fertilizante70,81,49%Top 10 acumulado4.298,490,36%Top 10 NCMs importadas por empresas com CNPJ no Maranhão em 2025, por valor FOB. Diesel sozinho responde por 56,91% da pauta. **Fonte:** MDIC / ComexStat (cálculo Heyship).

A leitura por origem confirma o desenho. Enquanto a China respondeu por 25,31% das importações brasileiras em 2025, no Maranhão ela aparece em terceiro lugar, com 6,08%. Estados Unidos e Rússia, os dois grandes fornecedores de diesel e fertilizante, ficam com dois terços da pauta.

OrigemUS$ M% do MA% do BrasilEstados Unidos2.422,450,91%16,11%Rússia748,315,73%3,36%China289,36,08%25,31%Índia237,24,99%2,98%Egito168,93,55%0,50%Cinco maiores origens das importações do Maranhão em 2025, comparadas ao peso de cada país na pauta nacional. **Fonte:** MDIC / ComexStat (cálculo Heyship).

Em 2026 o desenho não mudou. Entre janeiro e julho, o estado importou US$ 2,51 bilhões, 1,2% menos que no mesmo período de 2025. A China caiu para 3,40% da pauta maranhense, com US$ 85,3 milhões, contra US$ 137,9 milhões um ano antes.

## Por que o quilo importado pelo Maranhão vale um terço da média nacional?

O contraste entre as duas métricas do ComexStat explica quase tudo. Em valor, o Maranhão é o 12º estado importador do país. Em tonelagem, é o 8º, com 10,5 bilhões de quilos desembarcados em 2025. Traduzindo: entra volume, e o volume vale pouco por quilo.

US$ 0,45/kg

valor médio do quilo importado pelo Maranhão em 2025, contra US$ 1,50/kg na média brasileira. Fonte: MDIC / ComexStat (cálculo Heyship).



Um quilo importado pelo Maranhão vale um terço de um quilo importado pelo Brasil. Isso não é defeito do estado, é consequência da pauta: granel líquido e sólido, que chega por navio, ocupa porão e resolve custo de energia e de lavoura. É importação de insumo, não de produto.

A implicação prática é direta. Quem compra commodity importa preço internacional e não tem alavanca nenhuma sobre a margem: o Brent e a cotação do potássio decidem por você. Quem compra produto acabado, componente ou máquina escolhe fornecedor, escolhe especificação, escolhe marca, e aí sim decide margem. É essa segunda conversa que quase não existe no Maranhão hoje, e é ela que abre espaço para empresa média.

“Quem importa commodity herda a margem do mercado. Quem importa produto escolhe a dele.”



## Os quatro objetivos que a importação resolve

A palestra não abriu falando de China. Abriu com uma pergunta para a plateia: qual desses quatro é o seu problema hoje, mais receita, mais margem, mais clientes ou mais retenção? Cada um deles ganhou um caso concreto de importação, com número documentado.

- **Mais receita:** indústria de mineração de areia, com 40 anos de mercado, importou pela primeira vez uma planta completa de britagem e classificação. Foram 12 containers em um ano, mais de US$ 500 mil em equipamentos, e a expansão da planta já em andamento.
- **Mais margem:** a A.Yoshii Engenharia, incorporadora com quase 60 anos de mercado, nunca tinha importado grua. Depois de mais de 40 cotações, checagem de idoneidade em todos os fornecedores e auditoria de fábrica, fechou o equipamento mais de 50% abaixo do preço nacional, com 6 containers e 126 peças distintas de estrutura chegando sem retrabalho de montagem.
- **Mais clientes:** um distribuidor de eletrodomésticos vivia de revender marca de terceiro e disputava licitação sem diferencial. Desenvolveu marca própria de ar-condicionado split via OEM e tirou o INMETRO do zero em 8 meses, com 4 SKUs aprovados de primeira. Passou a competir com marcas globais usando produto dele.
- **Mais retenção:** aqui o exemplo apresentado foi ilustrativo, não um cliente da Guelcos. Uma loja que revende purificador de água genérico perde a recompra do refil para qualquer concorrente, porque o encaixe é padrão de mercado. Importar um modelo com refil proprietário transforma a troca periódica em receita recorrente da própria loja, mesma lógica de impressora e cartucho.

![Case de importação de gruas apresentado na palestra sobre importações do Maranhão na ACM](https://heyship.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2026-08-importacoes-maranhao-case-importacao-gruas.jpg)Case de otimização logística apresentado no palco: gruas e guindastes importados mais de 50% abaixo do preço nacional. **Fonte:** arquivo Heyship.**Em perspectiva:** nenhum desses casos começou com a pergunta “vale a pena importar da China?”. Todos começaram com um problema de negócio. A origem foi consequência, e o processo, sempre o mesmo: estudo de mercado, sourcing, simulação de custo, negociação, validação de fornecedor, amostra, pagamento, inspeção, embarque, desembaraço e novo pedido. Onze etapas em que dá para errar caro, e onde a maior parte do prejuízo se concentra em duas: a simulação, que é onde se descobre que o produto não fecha, e a validação de fornecedor, que é onde se perde dinheiro de verdade.

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## Reforma tributária e importação: o que muda para quem compra fora

O tema central do Maranhão Mais Negócios 2026 tem efeito direto sobre importação. A [Emenda Constitucional 132/2023](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc132.htm) substitui PIS e COFINS pela CBS, federal, e ICMS e ISS pelo IBS, de estados e municípios, com Imposto Seletivo sobre itens específicos. Ambos incidem também na entrada de bens importados.

Três pontos importam para quem compra do exterior. Primeiro, 2026 é ano de teste, com alíquotas simbólicas de CBS e IBS que servem para calibrar sistema e obrigação acessória. Segundo, o modelo é de crédito amplo e não cumulativo, o que muda a conta de quem hoje acumula resíduo tributário na cadeia. Terceiro, e mais relevante para o Maranhão, o IBS é cobrado no destino, o que reduz o valor de escolher um estado apenas pelo benefício de ICMS na importação.

Na prática, a decisão de por onde nacionalizar volta a ser logística e operacional, não fiscal. Para o importador maranhense, isso é notícia boa: o produto passa a ser desembaraçado onde faz sentido para a operação. Quem monta a simulação com o regime antigo e a leva para 2027 sem revisar vai errar a margem. Vale rever as premissas de [cálculo do custo de importação](https://heyship.com.br/blog/calcular-custo-importacao-produto/) ainda em 2026.

## Como a Heyship ajuda

As quatro empresas que subiram ao palco em São Luís olham a importação de quatro ângulos. A Guelcos opera: são mais de 6.000 containers acompanhados, do sourcing ao desembaraço, com escritório próprio em Wuhan, na China. A GForce ensina. A Canton Fair Experience leva empresários brasileiros à maior feira de fornecedores do mundo. E a Heyship mede.

Na plataforma, o importador simula custo total por NCM com tributo, frete e ICMS estadual, consulta dados oficiais de importação por produto e origem, e monta comparativo de fornecedores antes de mandar o primeiro dólar. É o mesmo dado do ComexStat que sustenta este artigo, só que aplicado ao seu produto e ao seu CNPJ. Se você está no Maranhão e quer sair da pauta de commodity, é por aí que começa: [teste a plataforma por 7 dias, sem cartão](https://app.heyship.com.br/users/sign_up).

## Para saber mais

- [**ComexStat (MDIC)**](https://comexstat.mdic.gov.br/), base oficial das estatísticas de comércio exterior brasileiro, com filtro por UF, NCM, país e mês.
- [**MDIC**](https://www.gov.br/mdic/pt-br), ministério responsável pela política de comércio exterior e pelas séries usadas nas tabelas deste artigo.
- [**Emenda Constitucional 132/2023**](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc132.htm), texto integral da reforma tributária, incluindo o tratamento das operações de importação.
- [**Receita Federal**](https://www.gov.br/receitafederal/pt-br), regras de habilitação, despacho aduaneiro e tributos incidentes na importação.
- [**Associação Comercial do Maranhão**](https://acm-ma.com.br/), entidade que organiza o Maranhão Mais Negócios e a rodada de negócios do evento.

Se quiser aprofundar a leitura de dados, veja também a [análise das importações brasileiras de julho de 2026](https://heyship.com.br/blog/analise-importacoes-julho-2026/), o panorama consolidado em [Importações Brasil 2026](https://heyship.com.br/blog/importacoes-brasil-2026-analise-completa/) e o passo a passo de [como importar da China em 2026](https://heyship.com.br/blog/como-importar-da-china-2026/). Para eventos, temos também a cobertura da [Heyship no Web Summit Rio 2026](https://heyship.com.br/blog/heyship-web-summit-rio-2026/).

## Perguntas Frequentes

Quanto o Maranhão importou em 2025?Empresas com CNPJ no Maranhão importaram US$ 4,76 bilhões em 2025, segundo o ComexStat do MDIC. Isso equivale a 1,70% do total nacional e coloca o estado na 12ª posição em valor. Em peso, foram 10,5 bilhões de quilos, o 8º maior volume do país.



O que o Maranhão mais importa?Combustível e fertilizante. O óleo diesel (NCM 2710.19.21) sozinho respondeu por 56,91% do valor importado pelo estado em 2025, e a gasolina por mais 6,53%. Somados os fertilizantes, como cloreto de potássio, superfosfatos, ureia e MAP, os dois grupos chegam a cerca de 88% da pauta maranhense.



Qual a participação da China nas importações do Maranhão?A China foi a terceira origem do Maranhão em 2025, com US$ 289,3 milhões e 6,08% da pauta estadual, atrás de Estados Unidos (50,91%) e Rússia (15,73%). É bem abaixo dos 25,31% que a China representou nas importações brasileiras no mesmo ano. Em 2026, até julho, a participação chinesa no estado caiu para 3,40%.



O que foi o Maranhão Mais Negócios 2026?É o encontro empresarial promovido pela Associação Comercial do Maranhão, realizado em 12 de agosto de 2026 em São Luís, dentro da programação dos 172 anos da entidade. O tema foi “Reforma Tributária: Riscos e Oportunidades”, com painel da CACB e da SEFAZ-MA, apresentação de investimentos do Governo do Estado e da Prefeitura, palestra da Guelcos International sobre negócios com a China e rodada de negócios entre compradores e fornecedores.



A reforma tributária muda o custo de importar?Muda a estrutura. CBS e IBS passam a incidir sobre bens e serviços importados no lugar de PIS, COFINS e ICMS, com crédito amplo e não cumulativo, e o IBS é devido no destino. Isso reduz o peso do benefício estadual de ICMS na escolha do local de nacionalização e exige refazer as simulações de custo antes da transição avançar.





## Moral da história

O Maranhão já sabe importar: são 10,5 bilhões de quilos por ano entrando pelo estado. O que ainda não virou rotina é importar aquilo que dá para escolher, precificar e transformar em margem. A distância entre uma coisa e outra não é geográfica, é de informação.
